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Ministro do Trabalho defende política de emprego para pessoas acima de 50 anos
12/07/201016:10:00
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, defendeu na segunda-feira (5) a adoção de políticas públicas para
a reinserção de profissionais com mais de 50 anos no mercado de
trabalho. Segundo o ministro, a falta de mão-de-obra qualificada poderá
estimular o retorno de pessoas mais experientes.
“O Brasil vive a mais rápida
expansão do emprego formal, e esse crescimento também está gerando a falta de
profissionais qualificados. Em algumas cidades, já está difícil contratar
pedreiros ou engenheiros”, disse.
Lupi acrescentou também que, com
tantos investimentos previstos devido aos eventos que acontecerão no País -
Copa do Mundo e a Olimpíada -, é necessário pensar nesse segmento da população
que tem muito a ensinar e contribuir.
Realidade do mercado
O consultor em Talentos Humanos
da Inthegra, Nege Calil, afirmou que as empresas já enfrentam o problema da
falta de pessoas qualificadas, por isso elas reconhecem o valor da experiência
que os profissionais mais velhos possuem.
“Ter realizado boas obras durante
a carreira, estar atualizado sobre o mercado, ter formação acadêmica adequada,
lidar bem com informática e idiomas, além de possuir entusiasmo para trabalhar,
são requisitos que contam mais pontos que a idade”, disse.
De acordo com Calil, os segmentos
que mais contratam profissionais experientes são as redes de assistência
médica, supermercados, locadoras, concessionárias de veículos e empresas de
construção civil.
Recolocação após os 50 anos
A atendente da
Unimed Uberlândia, Célia de Fátima Oliveira, é um exemplo de recolocação no
mercado de trabalho após 50 anos de idade. A profissional de 62 anos trabalha diariamente
na empresa há três anos.
“Eu fiquei sabendo que a Unimed
iria contratar pessoas mais velhas. Então, enviei meu currículo, passei por
entrevista com uma psicóloga e estou aqui trabalhando. Eu gosto muito de ter a
cabeça ocupada, principalmente se for pelo trabalho", finalizou Célia.